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Notícias

 

Um mundo mais intolerante e perigoso

Postado 24/06/2016

É a História que se repete.

 

A saída do Reino Unido da União Européia, (1973-2016), a campanha de Trump nos EUA, o avanço do Estado Islâmico, a crise dos refugiados sírios, corrida armamentista na China e o endurecimento da Russia nos remetem a um cenário pré crise de 1929. Só falta um crack econômico internacional para acirrar os ânimos.

 

O nacionalismo, tão presente na década de 1930 que poderia se pegar com as mãos em pleno ar, aos poucos vai retornando, radicalizando os debates em todo o mundo, fruto talvez do excesso de permissividade do neoliberalismo inaugurado em 1990 e de políticas sociais que exageraram ao ponto de se criar o sentimento de inversão de valores, empurrando sobre o povo situações no mínimo constrangedoras sob o manto de uma aparente normalidade.

 

O debate sobre o politicamente correto, o “mimimi” polarizado entre direitas e esquerdas, conservadores e liberais, deturpação do conceito de direitos humanos, radicalização do debate, ataque e defesa de crenças, etnias (raças), opções sexuais, desvio de finalidade de programas sociais mundo afora, e, por fim, o fortalecimento da independência do indivíduo, do egoísmo e o enfraquecimento das instituições, a principal delas, família, nos trazem a um patamar e um clima em que cresce o nacionalismo ultraconservador nos países e nos coloca face a face de volta a um momento histórico já vivido anteriormente e que nos levou a uma grande guerra.

 

Talvez em decorrência da tecnologia e dos meios de comunicação globalizados que possuímos, um confronto armado futuro possa ser evitado, ou adiado, no entanto vale reforçar que o clima de intolerância tem se intensificado mesmo quando levamos em consideração esses mesmos meios de comunicação e nossos esforços, até aqui, de fazermos parte de uma comunidade pacífica e globalizada.